Uma história já
conhecida de muitos, onde caminhoneiros e mesmo os viajantes
solitários não seguem seu destino a noite, pois ao passarem por
certo ponto da serra, ao que se viram para o lado do passageiro lá
estava ela, envolto de uma luz branca, muitos se acidentaram com a
visão do fantasma de uma mulher vestida de noiva a procura de seu
marido, e apenas querendo carona para poder achá-lo, por relatos
afirmam que o seu noivo havia lhe abandonado no meio da serra, sendo
jogada de um caminhão, assim sempre aparece nos caminhões onde o
motorista viaja solitário. Pra prevenir os motoristas passam a noite
ao pé ou ao topo da serra para não correrem o risco de verem uma
visagem.
O disco Minuano, de
1997, marca a volta dos Engenheiros com este nome.
O disco, que mescla
influências regionalistas, tecnologia e que conta com arranjos de
violino que lembram o folk, tornam este o disco mais leve e com a
sonoridade mais vaga da banda. Emplaca o sucesso "A Montanha",
além de outras belas canções como "Nuvem", "Faz
Parte" e "Alucinação", uma cover para uma antiga
canção de Belchior. O disco seguinte, Tchau Radar!, de 1999, exibe
um Engenheiros mais maduro, onde as influências musicais da banda
ficam mais evidentes (folk rock, rock'n roll dos anos 60, rock
progressivo e MPB) com belas composições de Gessinger, como "Eu
Que Não Amo Você'", "Seguir Viagem" e "3X4"
além de duas covers: "Negro Amor" ("It's All Over Now
Baby Blue", de Bob Dylan) e "Cruzada" (de Tavinho
Moura e Marcio Borges), esta contando com arranjos de orquestra, como
é comum em várias faixas do álbum.
Da turnê de Tchau
Radar!, surgiu o terceiro disco "ao vivo" da banda, e o
décimo segundo de sua carreira: 10.000 Destinos. Novamente,
Gessinger repassa o repertório consagrado da banda em novas versões
divididas em um set acústico e um elétrico e conta com a
participação de Paulo Ricardo, cantando "Radio pirata" do
RPM, e do gaiteiro Renato Borghetti nas canções "Refrão de um
Bolero" e "Toda Forma de Poder". Como faixas-bônus,
gravadas em estúdio, acompanham as inéditas "Números" e
"Novos horizontes", além do cover "Quando o Carnaval
Chegar", de Chico Buarque. Este álbum também rendeu o primeiro
DVD e terceiro VHS da banda, também intitulado 10.000 destinos.
Alguns meses após a
apresentação no Rock in Rio III, Lúcio, Adal e Luciano saem da
banda e montam outro grupo, a Massa Crítica, mudando novamente a
formação dos Engenheiros.
10.001 Destinos,
Surfando Karmas & DNA e Dançando no Campo Minado (2001 – 2004)
Lúcio, Adal e Luciano
são substituídos por Paulinho Galvão (guitarra), Bernardo Fonseca
(baixo) e Gláucio Ayala (bateria). Gessinger volta a tocar guitarra,
após 14 anos responsável pelo contrabaixo dos Engenheiros.
Com essa nova formação
eles regravam algumas músicas da banda e lançam uma re-edição de
seu último disco, agora intitulado 10.001 Destinos. Duplo, traz as
mesmas faixas do disco precursor, e novas versões de estúdio das
canções "Novos Horizontes", "Freud Flinstone",
"Nunca Se Sabe", "Eu Que Não Amo Você", "A
Perigo", "Concreto e Asfalto" e "Sem você (É
Foda!)".
Começava com esta
formação, seguindo novamente o mercado musical (quando bandas mais
pesadas começaram a ter mais espaço), de som mais limpo e pesado.
Isso se confirma em 2002, com o lançamento do disco Surfando Karmas
& DNA, disco que consolida a nova fase da banda, e que tem a
participação especial do ex-Engenheiros Carlos Maltz na faixa
"E-stória". São destaques do disco a faixa título e as
canções "Terceira do Plural", "Esportes Radicais",
"Ritos de Passagem" e "Nunca Mais". Há
influência do punk rock e pop rock nas novas canções.
O disco seguinte,
Dançando no Campo Minado, de 2003, mantém a regra: sonoridade muito
similar ao seu antecessor com músicas curtas, guitarras pesadas e
poesia crítica de Gessinger denunciando os males da globalização,
da desilusão política e ideológica e da guerra, nas canções
"Fusão a Frio", "Dançando no Campo Minado",
"Dom Quixote" e "Segunda Feira Blues" (partes I e
II, esta última novamente com a participação de Carlos Maltz),
porém, convivendo com um certo otimismo na parte mais emotiva da
vida. Emplaca nas rádios a canção Até o Fim.
Acústico MTV (turnê
acústica) (2004 – 2006)
Para comemorar os 20
anos de banda, completados em 2004, os Engenheiros do Hawaii lançaram
o CD e DVD Acústico MTV. O acústico tem as participações
especiais dos músicos Humberto Barros (órgão harmmond) e Fernando
Aranha (violões). Este último já havia feito uma participação
especial, tocando uma música do CD dançando no campo minado.
O acústico conta com a
participação especial de Carlos Maltz, que divide a voz com
Gessinger na canção "Depois de Nós", de sua própria
autoria. O disco conta com a participação de Clara, filha do
vocalista, na canção "Pose" (executada com grande parte
da letra cortada, fato que se repete na história da banda). Também
são gravadas canções do Gessinger Trio como "O Preço" e
"Vida Real" (esta última música de trabalho). Por fim,
acrescentam-se ainda as canções inéditas "Armas Químicas e
Poemas" e "Outras Freqüências".
Fernando Aranha assume
o posto de guitarrista da banda. Humberto Barros, que não seguiu na
turnê com os Engenheiros porque tinha compromisso com o Kid Abelha,
foi substituído pelo jovem músico Pedro Augusto nos teclados. Este
acaba sendo efetivado no disco seguinte.
Novos Horizontes -
Acústico II (2007)
O novo disco foi
gravado nos dias 30 e 31 de maio de 2007, em São Paulo, no Citibank
Hall, e foi lançado em agosto de 2007 com nove faixas inéditas,
além de nove regravações. O disco quebrou a seqüência de a cada
três discos em estúdio, ser gravado um "ao vivo". Também
foi palco de novas experiências para Gessinger, como a viola caipira
que usa em algumas músicas do álbum. Segundo ele, se tivesse que
rever todas as obras dos Engenheiros do Hawaii, "Novos
Horizontes" é o que não mexeria em nada. Destaque maior para
as faixas inéditas "Guantánamo", "Coração
Blindado", "No Meio de Tudo, Você" e "Quebra
Cabeça".