Oi
Oi, antes de tudo,
desculpe por qualquer coisa que fiz, sei que fui idiota, mais não
conseguia agir diferente, pois já fazia tempo que não conversava
com alguém, alguém especial, a qual fez-me sentir que não era só,
nem mesmo por ter sido apenas por dois dias, para mim vou lembrar
destes dias para o resto de meu tempo, pois, além, de conhecer
artistas globais, aprendi muito; mais conheci algo mais importante,
uma moça com lindos olhos castanhos, com lábios delicados, enfim
uma belíssima mulher. A principio pensei que fosse uma menina de
quinze, dezesseis anos, mais não, uma moça muito bela e tímida,
não se assuste comigo sou meio louco, mais tenho a cabeça no lugar,
quem você conheceu, oras eram eu, oras era uma pessoa acostumada a
lidar com o pessoal, pois minhas profissões me obrigam a isso, pode
não ter percebido, mais por dentro sou tímido, não aparenta, mais
fazer isto que estou fazendo, é difícil, mais como estou em meu
quarto em uma quarta-feira fria, resolvi lhe escrever esta carta,
olho no relógio e vejo meia-noite, mas não me abato, pois o coração
não deixa, sei que temerei ao vê-la, pois, não sei se meu coração
suportará. Não sei o que realmente sinto, mais, com sua ajuda
queria descobrir o que realmente é, quero lhe convidar, para
qualquer dia a gente sair, sair como amigos, para eu descobrir o que
sinto, e claro para ter sua companhia, espero que você aceite minhas
desculpas e meu convite, pode me criticar, fazer o que quiser, mais
sua amizade não quero perder.
Nem
luz de astro nem luz de flor somente: um misto
De
astro e flor. Que olhos tais e que tais lábios, certo,
(E
só por serem seus) são muito mais que isto...
ela
é a tulipa azul do meu sonho deserto.
Onde existe, não sei,
mas quero crer que existo
No
mesmo nicho astral entre luares aberto,
Em
que branca luz sublime a tenho visto,
Longe
daqui talvez, talvez do céu bem perto.
Escrito por Valmir Pilz
Tirado do livro:
Entardecer de 2005