Parte 3
Engenheiros do Hawaii
Tempos de tempestade
(1994 – 1996)
O ano de 1993 marca
também a primeira excursão dos Engenheiros pelo Japão e Estados
Unidos da América. Porém, no final deste mesmo ano, discussões e
rixas internas acabaram por resultar na saída do guitarrista Augusto
Licks. Inicia-se uma longa disputa jurídica pela marca "Engenheiros
do Hawaii", tendo Gessinger e Maltz finalmente ficado com o nome
da banda.
O passo seguinte foi
remontar os Engenheiros, com a entrada do guitarrista Ricardo Horn.
Como ao vivo a coisa não ficou a contento, posteriormente, também
ingressam na banda: Paolo Casarin (acordeão e teclados) e o
guitarrista Fernando Deluqui (ex-RPM). Após dois anos sem gravar, os
Engenheiros lançam o álbum Simples de Coração, em fins de 1995. O
som é mais pesado, com climas regionais gaúchos dados pelo acordeão
de Casarin. Destaque para as canções "A Promessa", "A
Perigo", "Lance de Dados", "Ilex Paraguariensis"
e "Simples de Coração".
O disco Simples de
Coração também teve uma versão em inglês, que não chegou à s
vendas. Os fãs mais assíduos têm apenas as MP3s.
Gessinger Trio (1996 –
1997)
Gessinger paralelamente
à s gravações do Simples de Coração começa a montar o trio
chamado "33 de espadas" (no início com o intuito de tocar
apenas música instrumental) e, no estúdio ao lado, ensaia escondido
com dois amigos, um deles o guitarrista Ricardo Horn. Ao fim da turnê
de Simples de Coração, a banda passou por uma grave crise. Aquela
era uma formação temporária, formada apenas para gravarem um CD.
Longe do sucesso de outros tempos, os engenheiros começam a pensar
em seguir outros caminhos.
O "33 de espadas"
faz sua estréia abrindo o show da banda carioca "Surfista
Prateado" já com a formação que viria se chamar "Gessinger
Trio", Luciano Granja (guitarra) e Adal Fonseca (bateria) e
gravar o excelente disco homônimo de 1996. O clima enxuto do disco,
basicamente com bateria, baixo e guitarra, lembra os primeiros
trabalhos de Gessinger, como exemplificam as canções "Vida
Real", "Freud Flintstone", "De Fé" e "O
Preço".
Paralelo a esse fato,
Carlos Maltz envolve-se numa trilha mística e resolve abandonar os
engenheiros, pois já não se sentia suficientemente representado
pelo som que a banda fazia. Maltz monta, então, "A Irmandade"
e também com integrantes da banda "Surfista Prateado"
lança um ótimo disco, acabando então com os "Engenheiros do
Hawaii" que ficam sem comando.
Durante a turnê do
Gessinger Trio, há uma constante troca de nome das bandas. Os shows
que deveriam ser anunciados como Gessinger Trio, ainda eram
apresentados como Engenheiros do Hawaii. A verdade é que para um
produtor anunciar um show dos Engenheiros do Hawaii, banda
nacionalmente conhecida era muito mais fácil e rentável que
apresentar como Gessinger Trio, nome absolutamente desconhecido.
Reconhecendo que era
inviável seguir com o nome da nova banda, Gessinger volta a
admitir-se como engenheiro do Hawaii. Para que haja alguma diferença
entre o Gessinger Trio e o "novo" engenheiros do Hawaii,
ele convida Lúcio Dorfmann a assumir os teclados do grupo,
configurando um novo som ao grupo, bem próximo ao pop que
predominava no mercado musical da época.
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