quarta-feira, 29 de agosto de 2012

História


Parte 3
Engenheiros do Hawaii
Tempos de tempestade (1994 – 1996)
O ano de 1993 marca também a primeira excursão dos Engenheiros pelo Japão e Estados Unidos da América. Porém, no final deste mesmo ano, discussões e rixas internas acabaram por resultar na saída do guitarrista Augusto Licks. Inicia-se uma longa disputa jurídica pela marca "Engenheiros do Hawaii", tendo Gessinger e Maltz finalmente ficado com o nome da banda.

O passo seguinte foi remontar os Engenheiros, com a entrada do guitarrista Ricardo Horn. Como ao vivo a coisa não ficou a contento, posteriormente, também ingressam na banda: Paolo Casarin (acordeão e teclados) e o guitarrista Fernando Deluqui (ex-RPM). Após dois anos sem gravar, os Engenheiros lançam o álbum Simples de Coração, em fins de 1995. O som é mais pesado, com climas regionais gaúchos dados pelo acordeão de Casarin. Destaque para as canções "A Promessa", "A Perigo", "Lance de Dados", "Ilex Paraguariensis" e "Simples de Coração".

O disco Simples de Coração também teve uma versão em inglês, que não chegou à s vendas. Os fãs mais assíduos têm apenas as MP3s.

Gessinger Trio (1996 – 1997)
Gessinger paralelamente à s gravações do Simples de Coração começa a montar o trio chamado "33 de espadas" (no início com o intuito de tocar apenas música instrumental) e, no estúdio ao lado, ensaia escondido com dois amigos, um deles o guitarrista Ricardo Horn. Ao fim da turnê de Simples de Coração, a banda passou por uma grave crise. Aquela era uma formação temporária, formada apenas para gravarem um CD. Longe do sucesso de outros tempos, os engenheiros começam a pensar em seguir outros caminhos.

O "33 de espadas" faz sua estréia abrindo o show da banda carioca "Surfista Prateado" já com a formação que viria se chamar "Gessinger Trio", Luciano Granja (guitarra) e Adal Fonseca (bateria) e gravar o excelente disco homônimo de 1996. O clima enxuto do disco, basicamente com bateria, baixo e guitarra, lembra os primeiros trabalhos de Gessinger, como exemplificam as canções "Vida Real", "Freud Flintstone", "De Fé" e "O Preço".

Paralelo a esse fato, Carlos Maltz envolve-se numa trilha mística e resolve abandonar os engenheiros, pois já não se sentia suficientemente representado pelo som que a banda fazia. Maltz monta, então, "A Irmandade" e também com integrantes da banda "Surfista Prateado" lança um ótimo disco, acabando então com os "Engenheiros do Hawaii" que ficam sem comando.

Durante a turnê do Gessinger Trio, há uma constante troca de nome das bandas. Os shows que deveriam ser anunciados como Gessinger Trio, ainda eram apresentados como Engenheiros do Hawaii. A verdade é que para um produtor anunciar um show dos Engenheiros do Hawaii, banda nacionalmente conhecida era muito mais fácil e rentável que apresentar como Gessinger Trio, nome absolutamente desconhecido.

Reconhecendo que era inviável seguir com o nome da nova banda, Gessinger volta a admitir-se como engenheiro do Hawaii. Para que haja alguma diferença entre o Gessinger Trio e o "novo" engenheiros do Hawaii, ele convida Lúcio Dorfmann a assumir os teclados do grupo, configurando um novo som ao grupo, bem próximo ao pop que predominava no mercado musical da época.

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