Incêndio
Em
uma cidade do interior sul do estado, um casal janta como todos os
dias, até que batem a porta.
Toc,
toc, toc.
-
quem é? – diz, o dono da casa ao aproximar-se da porta.
-
por um acaso o senhor teria um copo d´água pra mim? – respondia
uma voz fina de uma criança.
-
mais menina para que você quer um copo de água a essa hora? –
perguntava o dono da casa.
-
é para minha mãe! – respondeu a jovem menina.
Ele
busca a água e entrega a moça. Cinco minutos depois a menininha
volta a bater, perguntando.
-
por acaso o senhor teria mais um copo de água? – novamente
perguntando ao dono da casa.
-
por acaso na sua casa não tem água, pra tomar? – já pergunta a
menina com ar de raiva.
-
ter tinha, mais o fogo derreteu os canos. – respondeu-lhe a jovem.
-
como fogo? – ele pergunta a menina.
-
o fogo que queimou a minha casa. – diz ela.
-
e sua mãe? – lhe indaga novamente.
-
queimou junto. – lhe responde.
-
e você, por que não chamou os bombeiros?
-
por que não podia, pois estava no sótão.
-
e como está viva? – já lhe fez a pergunta em tom de assustado.
-
mais não estou viva eu morri junto com minha mãe, e você me ajudou
a ir para o céu ao me dar água.
O
homem desmaiou e acordou três dias depois no hospital, sem acreditar
na história que havia participado.
Escrito por Valmir Pilz
Tirado do livro:
Entardecer de 2005
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