terça-feira, 23 de outubro de 2012

Arco da poesia


Oi

Oi, antes de tudo, desculpe por qualquer coisa que fiz, sei que fui idiota, mais não conseguia agir diferente, pois já fazia tempo que não conversava com alguém, alguém especial, a qual fez-me sentir que não era só, nem mesmo por ter sido apenas por dois dias, para mim vou lembrar destes dias para o resto de meu tempo, pois, além, de conhecer artistas globais, aprendi muito; mais conheci algo mais importante, uma moça com lindos olhos castanhos, com lábios delicados, enfim uma belíssima mulher. A principio pensei que fosse uma menina de quinze, dezesseis anos, mais não, uma moça muito bela e tímida, não se assuste comigo sou meio louco, mais tenho a cabeça no lugar, quem você conheceu, oras eram eu, oras era uma pessoa acostumada a lidar com o pessoal, pois minhas profissões me obrigam a isso, pode não ter percebido, mais por dentro sou tímido, não aparenta, mais fazer isto que estou fazendo, é difícil, mais como estou em meu quarto em uma quarta-feira fria, resolvi lhe escrever esta carta, olho no relógio e vejo meia-noite, mas não me abato, pois o coração não deixa, sei que temerei ao vê-la, pois, não sei se meu coração suportará. Não sei o que realmente sinto, mais, com sua ajuda queria descobrir o que realmente é, quero lhe convidar, para qualquer dia a gente sair, sair como amigos, para eu descobrir o que sinto, e claro para ter sua companhia, espero que você aceite minhas desculpas e meu convite, pode me criticar, fazer o que quiser, mais sua amizade não quero perder.
Nem luz de astro nem luz de flor somente: um misto
De astro e flor. Que olhos tais e que tais lábios, certo,
(E só por serem seus) são muito mais que isto...
ela é a tulipa azul do meu sonho deserto.
Onde existe, não sei, mas quero crer que existo
No mesmo nicho astral entre luares aberto,
Em que branca luz sublime a tenho visto,
Longe daqui talvez, talvez do céu bem perto.
Escrito por Valmir Pilz
Tirado do livro: Entardecer de 2005

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